segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

QUE VENHA 2017!

"Ponho esta terra diante de vocês.
Entrem e tomem posse da terra que
o Senhor prometeu sob juramento
dar aos seus antepassados..."
(Deuteronômio 1.8)

O ano de 2016 teve no total 52 semanas completas. E para quem não sabe, estamos na última semana!

Visão da Terra Prometida do cume do Mt Nebo
Quando pensamos em tudo o que aconteceu em 2016, parece impossível que tantas coisas poderiam acontecer em "apenas" 51 semanas sem falar no que ainda pode acontecer nesta última semana, se ninguém entrar com uma liminar suspendendo o final do ano, como brincou o Ministro Gilmar mendes do STF!

Bem, agora é tempo de olharmos para trás, selecionar as coisas boas e positivas, pelas quais vale a pena agradecer a Deus tanto em nossa vida pessoal como em nosso bairro, em nossa cidade, em nossa nação ou no nosso planeta. Sempre há muito para se agradecer a Deus, não importa o quanto as coisas tenham sido difíceis. O país está em crise, mas você conseguiu pagar as contas de luz e telefone (além de muitas outras, não é?). O ano foi marcado por muita violência, mas você e eu estamos aqui, vivos e fortes! O ano foi marcado por ataques terroristas, mas aqui onde moro foi quase um tédio! Houve muitos assaltos, mas minha carteira está aqui no meu bolso e meu relógio continua no meu pulso! Houve epidemias de Zika vírus, casos e mais casos lamentáveis de microcefalia, mas meus netos e sobrinhos netos nasceram saudáveis! Meu time não ganhou o Brasileirão, mas também não caiu para a Segunda Divisão (rsrsrs). Sim, por piores que tenham sido as coisas, há muito pelo que agradecer a Deus, não é?

Agora é tempo também de olharmos para frente e nos preparar para enfrentar os novos desafios que virão com o Ano Novo! O livro de Deuteronômio foi escrito por Moisés e traz seus discursos de despedida e últimas recomendações para o povo de Israel que em breve atravessaria o Rio Jordão e entraria na Terra Prometida. Pensemos por um momento que  2016 foi nosso "deserto" o nosso e que no dia 1º de Janeiro de 2017 entraremos na Terra Prometida, com novos desafios e novas oportunidades!

Ao ler Deuteronômio é impossível não notar como algumas palavras se destacam. Em seus discursos de despedida, Moisés repete muito "não esqueçam", "lembrem-se" e "tomem cuidado"!

De forma resumida, vamos "lembrar" aqui algumas coisas que Moisés recomenda ao povo para não esquecerem:

"Lembrem-se de onde vocês vieram e qual era a situação de vocês lá" (Dt 5.15; 15.15)

Como tinha acontecido no deserto, Moisés sabia que haveria momentos em Canaã em que as coisas ficariam tão difíceis que muita gente consideraria a possibilidade de voltar ao Egito. Com o passar do tempo e de acordo com a conveniência do momento, as lembranças começariam a ficar boas: o Egito não seria lembrado como uma terra de escravidão e de opressão, mas como uma terra de abundância e prosperidade! Muitas vezes as coisas se tornam tão difíceis que recuar parece ser a melhor opção. O Egito se transformou numa terra desolada depois da partida dos filhos de Israel. Qualquer lembrança de "pepinos, cebolas e melões" era só uma ilusão! Lembremos junto com o povo de Israel que os tempos melhores estão à frente (não lá atrás) e devemos caminhar na direção deles com fé, esperança e determinação! Vamos adiante!

"Lembrem-se da aliança que vocês têm com o Senhor!" (Dt 32.7-13)

Durante os quarenta anos de peregrinação no deserto, houve momentos de adversidade e de escassez quando o povo de Israel questionou se o Senhor realmente estava com eles (veja Êxodo 17.7). Talvez em 2017 você e eu passaremos por situações tão difíceis que nossa fé, por mais sólida que seja, será abalada e nos perguntaremos se o Senhor realmente está conosco! Nesses momentos, precisaremos nos lembrar da aliança que o Senhor fez conosco e nos agarrarmos a ela com todas as nossas forças!

"Lembrem-se da misericórdia de Deus!" (Dt 9.7)

Muitas vezes nós confundimos a bondade e a misericórdia de Deus com complacência e isso gera em nós um perigoso sentimento de impunidade. Moisés queria dizer ao povo que o fato de pecados passados parecerem ter ficado impunes não significaria que pecados futuros não seriam punidos com todo o rigor! A misericórdia de Deus deve sempre nos levar ao arrependimento e não a um falso senso de segurança e na impunidade!

"Lembrem-se dos mandamentos do Senhor e obedeçam!" (Dt 16.12)

Em 2017, lembremos que para Deus a obediência é fundamental. Obediência completa e sem restrições! A obediência deve ser total! Quando nossa obediência é parcial (dentro da luz que temos e do nível de entendimento que adquirimos), tornamos-nos desobedientes totais!

Então, no dia 31 de dezembro vamos deixar para trás o deserto de 2016 gratos a Deus por termos sobrevivido. Vamos atravessar o Rio Jordão e encarar 2017 como a Terra Prometida com seus gigantes e cidades fortificadas, mas também com seus vales exuberantes com fartura de leite e de mel! Que venha 2017!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A GERAÇÃO "SELFIE"

"Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos..." (2 Timóteo 3.2)

Infelizmente, a cena que vou descrever aqui não é incomum nos nossos dias: Durante a passagem da tocha olímpica por Osasco (SP), um policial militar perdeu o controle da moto e caiu bem diante das câmeras. Passado o susto, as pessoas que estavam mais próximas entraram rapidamente em ação Algumas tentaram levantar a pesada moto, enquanto outras socorriam o policial. No meio da confusão, um homem apareceu com um aparelho celular na mão, buscando a melhor posição para tirar um (ou uma, quem sabe?) "selfie", aquela foto que as pessoas tiram de si próprias. Tentou de um jeito, tentou de outro, procurando se enquadrar na foto sem perder a cena que se desenrolava lá atrás.

"Selfie" é aquele tipo de foto em que o indivíduo coloca a si próprio no centro, em primeiro plano e tudo o mais em segundo plano, seja uma pirâmide no Egito, um animal exótico num parque zoológico, os amigos numa mesa de restaurante, a Torre Eiffel em Paris, ou até mesmo um policial espremido debaixo de uma pesada moto.

Nada contra os aparelhos celulares. Nada contra esse ou aquele tipo de foto. O que preocupa é que a "Selfie" reflete a filosofia de vida de muitas pessoas: "EU EM PRIMEIRO PLANO. EU EM PRIMEIRO LUGAR. O RESTO EM SEGUNDO PLANO. O RESTO EM SEGUNDO LUGAR". Essa filosofia de vida gera uma atitude insensível diante da dor e do sofrimento alheio. Em vez de ser solidário e ajudar, a prioridade do indivíduo é obter alguma vantagem. Ele não pensa no sofrimento alheio. Ele pensa nas visualizações que sua foto terá!

Creio que foi isso que o apóstolo Paulo pensou quando escreveu sua segunda carta a Timóteo. Ele disse que nos últimos dias os homens seriam "amantes de si mesmos" (versão ARC), mais interessados em si próprios do que nos outros. Cada pessoa se colocaria no centro da foto, em primeiro plano e todas as outras coisas ficariam em segundo plano.

Simbolicamente, o ensino bíblico, como sempre, aponta na direção contrária. A Bíblia nos instrui a colocarmos a nós mesmos lá atrás na foto, como o elemento menos importante da cena. O ensino bíblico é colocarmos o bem-estar do policial que caiu da moto acima da vantagem que podemos obter com uma foto.

Precisamos sondar nosso coração e avaliar se nossas "selfies" são apenas fotos inofensivas e até divertidas ou expressam um estilo de vida. Somos realmente capazes de colocar a nós mesmos, nossos desejos, interesses e sonhos em segundo plano enquanto estendemos a mão para o nosso próximo? Ou pertencemos à geração "Selfie", amantes de si mesmos, colocando sempre o próprio EU em destaque, em primeiro plano e insensíveis para o que acontece à nossa volta?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CARREGANDO A CRUZ

"Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, passava por ali, chegando do campo. Eles o forçaram a carregar a cruz" Marcos 15.21

Jesus ensinou: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me" (Lucas 9.23; veja também Mt 10.38; Mc 8.34). Significa, dentre outras coisas, que todo cristão deve estar disposto a fazer renúncias e sacrifícios extremos.

Muitos cristãos estão de fato carregando a cruz. Não, porém, segundo o exemplo do Senhor Jesus, que carregou a sua PRÓPRIA cruz e morreu nela. Muitos cristãos estão carregando a cruz segundo o modelo de Simão de Cirene!

A menção de Simão é muito pungente. No caminho para o Gólgota, depois de ter suportado castigos físicos, escárnios e zombarias, o Senhor Jesus mal se aguentava em pé, quanto menos caminhar ladeira acima e ainda carregando a pesada cruz de madeira maciça! Naquele momento surge Simão e auxilia o Senhor a completar o trajeto até o local da crucificação. Muito louvável, sem dúvida nenhuma. Simão Cireneu, porém, NÃO é um bom exemplo para nós cristãos. Mesmo assim, muita gente está seguindo o seu modelo!

Simão Cireneu estava ali por acaso. Chegou do campo e a caminho de casa viu a agitação na cidade e foi olhar. Estava no caminho do Senhor Jesus como mero expectador, no meio de muitos outros. Muita gente está seguindo Jesus, mas como meros expectadores, sem desejar muito envolvimento.

Simão Cireneu foi forçado a carregar a cruz. A escolha não foi dele. Foi ameaçado pelos soldados. Provavelmente sua primeira resposta deve ter sido negativa. "Eu não posso! Tenho família! Tenho compromissos! Estou aqui apenas de passagem! Mandem outro!". A lista de possíveis justificativas é praticamente infindável!  Tem muito cristão carregando a cruz como se estivesse sendo ameaçado.

Simão Cireneu carregou a cruz durante pouco tempo. Assim que chegaram ao Calvário, devolveu a cruz para o seu "verdadeiro" dono ("verdadeiro" entre aspas porque aquela cruz era MINHA!). Muita gente está carregando a cruz, mas no coração já determinou que será por pouco tempo, esperando apenas uma oportunidade para soltar a cruz e se afastar!

Simão Cireneu carregou a cruz, mas não se tornou discípulo de Jesus. Ele não é mais mencionado em nenhum lugar na Bíblia junto com aqueles que tiveram a vida transformada pelo poder do Evangelho! Muita gente está carregando a cruz, mas sem experimentar uma transformação interior profunda e radical.

Simão Cireneu carregou a cruz, mas seu sacrifício foi apenas parcial. O sacrifício maior foi feito por outra pessoa. Muitos cristãos estão carregando a cruz, mas sem nenhuma disposição de se sacrificar ou fazer renúncias. Deixam isso para outras pessoas, para os pastores ou seus líderes espirituais.

Resumindo, Simão Cireneu estava perto de Jesus apenas por curiosidade. Foi forçado e ameaçado para carregar a cruz. Carregou a cruz por pouco tempo, apenas UM DIA. A cruz não causou nele nenhuma transformação profunda. Carregou a cruz de outra pessoa, não a sua PRÓPRIA cruz! Por tudo isso, apesar de ter tido um papel extremamente relevante em toda a história da crucificação do Senhor Jesus, ele não serve de exemplo e nem de inspiração para nós.

Carregar a cruz deve ter como base uma decisão individual. Devemos nos aproximar do Senhor Jesus porque reconhecemos a nossa necessidade, nossa condição miserável. Não podemos e nem devemos carregar a cruz por um dia, mas TODOS OS DIAS! A cruz deve causar em nós uma transformação interior profunda e radical! Finalmente, não podemos carregar a cruz esperando que outra pessoa faça o sacrifício ou a renúncia. A cruz deve ser NOSSA e de mais ninguém!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

LIVRES: A VERDADEIRA EMANCIPAÇÃO DA MULHER

Em seu livro "LIVRES: A VERDADEIRA EMANCIPAÇÃO DA MULHER", Josué Ribeiro apresenta o relato bíblico de Hagar, uma escrava que viveu a experiência da verdadeira emancipação. Foi uma mulher que por meio de uma experiência profunda com Deus encontrou nEle sua verdadeira identidade e pôde viver plenamente sua condição de mulher!


domingo, 3 de janeiro de 2016

"APENAS" UMA MUDA DE TAMAREIRA

Todos aqueles que acompanham meu trabalho, meu ministério e minha vida sabem que nos últimos anos tenho dedicado boa parte do meu tempo e energias a projetos agrícolas. Como eu dizia para os técnicos do INCAPER em Marilândia, considero-me não apenas um leigo, mas um verdadeiro "analfabeto agrícola"... Para mim tudo é novo e as coisas mais simples na prática se tornam verdadeiros gigantes. Mas estou aprendendo. Na agricultura você tem que esperar três meses para descobrir que algo não deu certo e que precisa refazer! Tudo tem que ser feito com muita fé, muita paciência e perseverança!


Tenho postado muitas fotos de plantas, de mudas e sementeiras. Para meus amigos não é mais novidade saber o que ando fazendo. As fotos deste artigo são de uma muda de tamareira. Ainda está bem pequena. Muita coisa ainda vai acontecer até que ela se transforme numa árvore adulta e dê frutos.

Essa tamareira, porém, tem uma história peculiar. Ela foi feita a partir da semente de uma tâmara (fruto da tamareira) trazida de Israel! Se crescer e se tornar uma tamareira, poderei dizer que se trata de uma legítima tamareira israelense!

Um amigo querido, o apóstolo Cristiano Ribeiro voltou de Israel trazendo uma caixa de tâmaras açucaradas. Uma delícia! Depois de saborear as frutas, resolvi guardar algumas sementes para plantar. Bem, as tâmaras tinham passado por todo um processo de industrialização. Não sei os detalhes desse processo, mas só posso imaginar. Muita gente me disse que seria trabalho perdido... Tâmaras industrializadas? Processadas? Açucaradas? Hum...

Bem, apesar dos prognósticos contrários, eu decidi investir tempo e energias naquelas sementes de tâmara. Muitas se perderam e não brotaram... Mas UMA brotou! Aí está o resultado: a tamareira estendendo para fora da terra a sua primeira folha! Eu creio que em nossa caminhada nos deparamos com pessoas como aquelas tâmaras. Pessoas que já sofreram muito e já tiveram de suportar processos longos e dolorosos. Muitas perderam a capacidade de produzir frutos. Quando pensamos em investir nosso tempo e nossas energias na vida dessas pessoas, sempre aparece alguém que diz que é perda de tempo, que aquela fruta está morta! E muitas vezes elas têm razão!

Quero lançar dois desafios aos meus queridos leitores:

Primeiro Desafio: Você percebeu que, diferentemente dos outros artigos, não usei aqui nenhum texto bíblico. Você vai escolher o texto bíblico! Ao ler essas linhas que falam sobre investir tempo e energias em algo que humanamente não tem esperança, você se lembra de algum texto bíblico? Você lembra de algum ensinamento da Palavra de Deus? 

Segundo Desafio: Certamente em 2016 você terá contato com pessoas que, como aquelas sementes de tamareira, aos olhos humanos estão além da possibilidade de frutificação ou de qualquer resultado positivo. Pessoas que, aos olhos humanos, fazem com que a ajuda oferecida pareça perda de tempo ou sacrifício vão. Vá além dos olhos humanos! A semente de tâmara brotou porque ainda havia vida dentro dela!

Bem, não se trata "APENAS" de uma muda de tamareira... É uma muda de tamareira que brotou contrariando todas as expectativas humanas! Contrariou todos os prognósticos! Faça do seu 2016 o ano em que investirá tempo e energias nas pessoas que parecem menos prováveis!