terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Política e Religião: O que Deus separou, não tentem unir

 
“Jesus, percebendo a má intenção deles, perguntou: ‘Hipócritas! Por que vocês estão me pondo à prova? Mostrem-me a moeda usada para pagar o imposto’. Eles lhe mostraram um denário, e ele lhes perguntou: ‘De quem é esta imagem e esta inscrição?’ ‘De César’, responderam eles. E ele lhes disse: ‘Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’” (Mateus 22.18-21).

Certas coisas não se misturam! Elas não se excluem, mas simplesmente não devem ser associadas. Seguem caminhos diferentes e têm finalidades diferentes.

De acordo com o texto bíblico, o simples fato de colocar as duas coisas no mesmo contexto já indica uma certa hipocrisia.


🔹 Sagrado x Secular

Em termos mais específicos, o Senhor Jesus condena a mistura entre aquilo que é sagrado — que diz respeito a Deus — e aquilo que é humano, pertencente a este mundo. O espiritual e o material não devem ser confundidos.

A famosa frase de Jesus, “Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, surgiu em uma conversa na qual alguns judeus queriam saber se, “dentro das quatro linhas” da Torá, haveria alguma forma legítima de não pagar impostos. Em outras palavras: “Será que a religião pode nos dar uma desculpa para escapar das obrigações civis?”.


🔹 Sonegadores disfarçados

Por isso o texto bíblico afirma: “Jesus, percebendo a má intenção deles…”. Aqueles homens queriam usar a religião para obter vantagens no mundo secular. Sempre que alguém tenta fundir o sagrado com o profano, podemos suspeitar de má intenção.


🔹 Política e Religião

Misturar política com religião é sempre perigoso. Quem faz isso geralmente busca vantagens pessoais. Que benefícios legítimos a política poderia oferecer à religião?

A religião, por outro lado, pode ser usada para dar aparência de legitimidade à política. Líderes religiosos possuem enorme poder de influência e persuasão sobre seus seguidores. Eles falam, e muitos obedecem sem questionar. Isso os torna aliados poderosos de políticos inescrupulosos.

Além disso, a religião reúne grandes multidões em um mesmo ambiente. Para políticos oportunistas, isso é como “pescar em um barril”.

Pessoas religiosas podem ser facilmente manipuladas por jargões e palavras de efeito que despertam fortes emoções: “Batalha Espiritual”, “Guerra Santa”, “Luta do Bem contra o Mal”. Esses termos têm sido usados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos para mobilizar massas.


🔹 O perigo da fusão

Políticos inescrupulosos sabem que ter ao seu lado figuras religiosas respeitadas lhes confere uma credibilidade que, na prática, não possuem.

O resultado final dessa mistura nunca é positivo. Quando o poder religioso assume o governo de um país, o que surge não é uma sociedade mais justa ou mais temente a Deus, mas sim perseguição contra outras religiões, intolerância e legalismo.

A ideia de ver a própria religião governando pode parecer atraente — mas apenas quando pensamos na nossa religião no poder.


🔹 Conclusão

Como a Bíblia diz: “O que Deus uniu, ninguém separe”. Da mesma forma, o que Deus separou, não tentem ajuntar! (Mateus 22.21).




domingo, 28 de dezembro de 2025

FELIZ ANO NOVO 2026!

 

“Adeus Ano Velho… Feliz Ano Novo…”

E aqui estamos nós, nos preparando para o Ano Novo… De novo! À meia-noite do dia 31 de dezembro vamos fazer a tradicional contagem regressiva, depois nos abraçar, brindar, comer, orar… E não necessariamente nessa ordem.

Muitas vezes, nossa visão de Ano Novo termina ali mesmo. Às vezes dura uns dois ou três dias, ou até que a gente descongele, esquente e coma aqueles últimos pedaços de pernil ou de peru.

Recentemente vi uma reportagem sobre a ex-deputada Carla Zambelli, presa na Itália, e comecei a refletir. O título dizia: “Zambelli apanha na cadeia e advogado consegue transferência de cela.”

Se me lembro bem, Zambelli saiu do Brasil dizendo que na Itália seria “intocável”, desafiando abertamente a Justiça brasileira. Parece que agora está descobrindo, dolorosamente, que “intocável” pode ter outro significado.

Comigo acontece algo parecido. Ao enfrentar novos desafios, às vezes tenho aquela impressão meio adolescente de que nada pode me atingir. E, como a Zambelli, acabo levando uns tapas da vida para aprender a ser mais humilde e manter a boca fechada. Por isso quero encarar 2026 com mais humildade, sabendo que estou sujeito a novas pancadas.

Graças ao seu advogado, Zambelli conseguiu ser transferida para outra cela, onde terá uma “nova vida” e novos relacionamentos. Mas antes disso, ela precisa avaliar: por que foi agredida? O que aconteceu? Provocou alguém? Reagiu quando deveria se calar? Deixou de fazer o que era sua responsabilidade? Essas são perguntas importantes, que seria sábio responder antes de entrar na cela nova, para não repetir os mesmos erros.

Eu também levei alguns bons e merecidos tapas em 2025. Usando a metáfora da Zambelli, agora estou arrumando minhas tralhas e me preparando para deixar a “Cela 2025” e partir para a “Cela 2026”, cheio de expectativas, planos e sonhos. Mas, como ela, também preciso fazer minhas avaliações para não continuar repetindo os mesmos erros.

Se tiver aprendido, Zambelli ficará quieta na cela nova. Não vai provocar ninguém, não vai reagir a provocações, não vai buscar benefícios prejudicando outras pessoas. Vai falar apenas quando necessário e fazer o que lhe cabe. Talvez não seja suficiente — às vezes levamos pancadas mesmo quando fazemos tudo certo, porque é da vida. Mas, com certeza, as chances de apanhar diminuem.

Esse é o meu desejo para 2026: que não seja apenas uma “mudança de cela”, mas uma oportunidade de mudança de atitudes e posturas. Assim, as possibilidades de pancadas diminuem e as de sucesso aumentam.

Feliz Ano Novo!