sexta-feira, 20 de novembro de 2015

COMO INTERPRETAMOS AS ADVERSIDADES

"O povo da ilha viu a cobra pendurada na mão de Paulo e diziam uns aos outros: 'Sem dúvida ele é um assassino! Embora escapasse do mar, a Justiça não permite que ele viva!'" Atos 28.4


O apóstolo Paulo tinha acabado de escapar de uma tempestade que durou 14 dias seguidos. O navio em que ele viajava ficou praticamente destruído. Ao chegar à terra firme, uma cobra venenosa mordeu sua mão! Foi o quanto bastou para que os expectadores começassem a tirar suas conclusões!

Os habitantes da ilha de Malta achavam que Paulo estava em débito com Deus. Quando coisas ruins acontecem seguidamente conosco, as pessoas começam a nos olhar de forma estranha, com aquele ar de "hum... sei não...". E isso nos afeta profundamente, trazendo um sentimento de fracasso, de abandono e de dívidas não quitadas. 

Como lidamos com esse tipo de situação? Como reagimos e, mais importante, como nos sentimos quando as adversidades insistem em bater à nossa porta? Que comentários nós ouvimos? Vamos aprender com o apóstolo Paulo como devemos lidar com adversidades repetidas:

1. Não se deixe influenciar pelas opiniões de quem está em volta, mesmo que sejam maioria. Lembre-se que a voz do povo NÃO é a voz de Deus! Ouça as pessoas que estão em volta e considere suas opiniões (veja Pv 12.15; 13.10; 15.22). Mas não fundamente nelas as decisões que deve tomar, nem permita que afetem suas emoções!

2. Interprete as circunstâncias à luz da Palavra de Deus e das promessas dele para sua vida. Deus tinha falado a Paulo que ele ia chegar até Roma (veja At 23.11). Deus prometeu a Paulo que ninguém morreria durante aquela viagem (veja At 27.24,25). Quando enfrentamos adversidades seguidas e as interpretamos à luz dos nossos sentimentos ou à luz das opiniões alheias, perdemos as esperanças e até nos desesperamos. Entretanto, quando interpretamos as circunstâncias à luz das promessas de Deus, nos fortalecemos e temos a coragem necessária para seguir adiante!

3. Tenha um senso de propósito. Paulo tinha uma missão e esta missão estava inacabada. Ele sabia que devia chegar a Roma, comparecer diante do imperador e dar seu testemunho como fez diante dos governadores romanos e do rei Agripa. Esse senso de propósito o ajudou a tranquilizar o coração e a não se desesperar diante da sequência de adversidades!

4. Continue sendo um agente abençoador. Depois de um naufrágio e depois da picada de uma cobra venenosa, Paulo ainda teve disposição de orar por um homem enfermo que necessitava de cura. Muitas vezes as adversidades, principalmente quando são constantes e repetidas, nos privam da capacidade de qualquer ato de bondade ou de generosidade. Depois de olhar nosso saldo negativo no Banco ou depois de receber um diagnóstico positivo de alguma enfermidade, não temos muita disposição para estender a mão a alguém em necessidade. As adversidades nos tornam egoístas. Mesmo ao enfrentar tempestades e naufrágios, Paulo manteve os olhos e o coração abertos para as necessidades das outras pessoas. Mesmo preso num calabouço, ele escreveu aos filipenses: "Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!" (Fp 4.4).

Circunstâncias adversas seguidas podem ser forte indicador de que estamos no caminho errado ou fazendo a coisa errada. Podem indicar que realmente estamos em débito com Deus. Mas não necessariamente. A tempestade, o naufrágio e a serpente serviram para muitas pessoas conhecerem o poder de Deus por meio da vida e do ministério de Paulo. Avalie a sua atual situação e pense se não é uma oportunidade para que pessoas experimentem o amor e a bondade de Deus em suas vidas!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ENSINANDO OS FILHOS A PESCAR... E PENSAR!

"[Disse Jesus]: O Reino dos Céus é como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes. Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins" (Mateus 13.47,48)

É inevitável! Todos os pais sabem que haverá um momento em que os filhos tomarão suas próprias decisões, farão suas próprias escolhas e assumirão o governo de suas próprias vidas! Então eles exercitarão o livre arbítrio com o qual foram agraciados por Deus assim como seus pais! Livre arbítrio significa ter a capacidade de tomar decisões e fazer escolhas soberanas, bem como assumir a responsabilidade por elas.


Assim que saem da primeira infância (fase de lactação, quando ficam totalmente sob a proteção e a influência dos pais) e entram na idade escolar, os filhos são expostos a um verdadeiro mar de informações, opiniões e influências diferentes. Os filhos ficam literalmente como aquela "rede lançada ao mar, que coleta toda sorte de peixes". Além dos pais, ficam expostos à influência de muitas outras pessoas: Professores, funcionários de escolas e pré-escolas, colegas de classe, vizinhos e pais de vizinhos, a lista é quase infindável. Infelizmente, nem todas essas pessoas serão uma boa influência para a criança... Mas o que os pais podem fazer? Alguns pais tentam evitar esse contato, mas descobrem que é praticamente impossível... Pelo menos SEM comprometer o crescimento e o desenvolvimento do filho!


Além das pessoas, temos também a influência da televisão com todas as suas programações e noticiários e a internet que está chegando cada vez mais cedo ao alcance das crianças...


Não tem como evitar. É a fase da coleta de dados. A rede é lançada no mar e vai coletando peixes grandes e pequenos, bons e ruins... Não tem como selecionar. A rede vai passando e capturando tudo.


O que os pais precisam aprender é se preparar para o que vem a seguir: "Os pescadores se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os peixes ruins". Embora a intenção seja altamente louvável, muitos pais falham ao tentar estabelecer formas arbitrárias de censura à informação. Não estou querendo dizer que o acesso à informação disponível deve ser irrestrito. Já foi provado que as crianças e adolescentes deste século XXI têm acesso a muito mais informações do que são capazes de processar!


Os critérios de censura, porém, NÃO podem ser arbitrários ou incoerentes. Não podem ser fundamentados em gosto pessoal, formação cultural, ou qualquer outro critério subjetivo. Os critérios de restrição à informação devem ser fundamentados nos princípios da Palavra de Deus e nos princípios de desenvolvimento humano!


Bem, para o terror dos pais,a verdade é que os critérios de restrição e de censura, mesmo quando são saudáveis, acabam sendo burlados intencionalmente ou não. Alguém fala algo impróprio próximo da criança (que parece distraída, brincando), os pais torcem para que ela não tenha ouvido, mas dali a pouco vem a pergunta ou a repetição!


O importante é os pais prepararem os filhos para terem critério sobre o que são "peixes bons" e o que são "peixes ruins". Depois que todo o espaço na memória foi preenchido com informações variadas, os filhos precisam "se assentar e selecionar o que fica em suas vidas e o que é lançado fora". E neste processo os pais devem ter um papel fundamental!


Hoje vemos crianças, adolescentes e jovens jogando fora os peixes bons e retendo os peixes ruins porque não aprendem com os pais a ter um critério saudável. Mesmo nas famílias evangélicas, onde isso NÃO deveria ocorrer, vemos o mesmo modelo lastimável! A Palavra de Deus, que deve ser a nossa "regra de fé e prática" não faz parte da vida ordinária. A Bíblia é pouco lida. Boa parte do que é lido não é plenamente compreendido e quase nada é aplicado na vida cotidiana. E assim, quem determina que peixes são bons e que peixes são ruins acaba sendo o próprio "peixe ruim"...

Pais, estabeleçam princípios justos e coerentes na censura às informações levando em conta os ensinos da Palavra de Deus e os princípios do desenvolvimento humano! Lembrem, porém, que o mais importante é "sentar" junto com os filhos e ajudá-los a construir um critério próprio na determinação do que é bom e o que é ruim, o que deve ser retido e o que deve ser descartado! Essa será a base que eles precisarão no exercício pleno do livre arbítrio!






domingo, 20 de setembro de 2015

DEUS (TAMBÉM) TEM SONHOS
PARA OS NOSSOS FILHOS!

"A palavra do Senhor veio a mim [Jeremias] dizendo: Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações" Jeremias 1.4,5

Ontem (sábado, 19/09) participamos do Chá de Bebê da Raquel, organizado por sua mãe Cristiane com a ajuda de alguns irmãos da Igreja Terra do Avivamento. Raquel está no oitavo mês de gravidez de uma menina chamada Rayssa.

Entregamos à Raquel uma folha de papel em branco e uma caneta e pedimos que escrevesse ali seus sonhos, expectativas e desejos para a vida de sua filhinha Rayssa. Na verdade, todas as futuras mamães e papais deveriam fazer isso, não é?

Em certos aspectos, quando nascem nossos filhos são como uma folha de papel em branco: eles não têm valores estabelecidos; não possuem um caráter definido; não têm vícios; não têm manias e nem maus costumes. Nós mesmos, os pais, é que vamos "escrevendo" nesta folha em branco. Na verdade, muitos papais e mamães não chegam nem a "escrever", vão "rabiscando" na folha em branco que é a vida dos filhos, sem nenhum cuidado. Ou simplesmente permitem que outros "escrevam". Lá na frente, quando os filhos se tornam adolescentes e jovens e seguem o "roteiro" que foi escrito, os pais em geral levam um susto!...

Sim, a vida dos nossos filhos ao nascerem é como uma folha em branco... Mas apenas em ALGUNS ASPECTOS. Na verdade, quando eles nascem, DEUS JÁ escreveu OS SEUS sonhos, planos e desejos na folha da vida deles! Eu não sei o nome da mãe do profeta Jeremias. Não sei se ela teve um Chá de Bebê com bolo e presentes nos últimos meses de gestação. Não sei se alguém lhe deu uma folha para escrever ali os seus sonhos e desejos para o bebê que se mexia dentro do seu ventre. Não sei nem mesmo se ela sabia, antes do nascimento, que se tratava de um menino. Mas conhecendo o coração de qualquer mamãe, sei que com certeza ela sonhava com o futuro do seu bebê: queria que ele fosse um homem rico e influente. Quem sabe um grande produtor de azeite, ou de vinho... Quem sabe algum dia ele fosse o maior criador de ovelhas da região! Ou então um grande mestre da Lei ou um importante estudioso das Escrituras...

Deus tinha sonhos e planos para Jeremias... Concebidos ANTES da futura mamãe começar a ter os primeiros sinais de gravidez. Deus tem sonhos e planos para os nossos filhos e os sonhos e planos dele são ANTERIORES aos nossos! E todos nós sabemos que a felicidade plena e a realização plena consistem em cumprir os desígnios de Deus. Deus chamou e separou Jeremias para ser um profeta para as nações!

Bem, nosso principal desafio como papais e mamães é descobrir quais são os planos de Deus para nossos filhos e ajudá-los a andar nesta direção. Todos nós, pais, sabemos que não podemos forçar nossos filhos a submeter suas vidas aos planos e desígnios de Deus. O que podemos e DEVEMOS fazer, porém, é contribuir para que os planos de Deus se estabeleçam em suas vidas. Podemos influenciá-los durante o (longo) período em que eles ficam sob a nossa tutela e diretamente expostos às nossas influências. Podemos trazer a presença de Deus para dentro dos nossos lares. Podemos incluir a Palavra de Deus como parte da nossa vida familiar cotidiana, como diz em Deuteronômio 6.1-7 (onde muitos pais cristãos falham).


A Sociedade está repleta de pessoas bem sucedidas profissionalmente, prósperas e até famosas, mas que no íntimo são infelizes e frustradas porque tudo aquilo que conquistaram consiste no sonho dos pais, mas não os seus sonhos pessoais ou os sonhos de Deus. Por isso o melhor que fazemos é sonhar sim, com o futuro dos nossos filhos, mas orar e trabalhar para que os sonhos de Deus para eles se realizem!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O QUE NÓS FAZEMOS QUANDO NÃO SABEMOS O QUE FAZER? PARA ONDE VAMOS QUANDO NÃO SABEMOS PARA ONDE IR?

"Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo; Natanael, de Caná da Galiléia; os filhos de Zebedeu, e dois outros discípulos. 'Vou pescar', disse-lhes Simão Pedro. E eles disseram: 'Nós vamos com você!'. Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada" (João 21.3)

O texto bíblico acima narra um evento ocorrido logo depois da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Os discípulos ainda estavam desolados e chocados com os últimos acontecimentos. Apesar de todas as instruções e advertências, a prisão e a morte de Jesus pegou todos eles totalmente desprevenidos, deixando-os abalados e  perplexos (veja Lucas 24.13-24).

Como os discípulos, nós também passamos por situações adversas e inesperadas. Situações que são como um verdadeiro "soco na barriga": além de causar muita dor, impedem a nossa capacidade de respirar e de raciocinar com clareza. Ficamos atônitos e perplexos. 

Perplexidade significa "perda momentânea do rumo". Significa ficar um tempo (que pode ser curto ou longo) sem saber o que fazer ou para onde ir. Depois da morte do Senhor Jesus os discípulos ficaram sem saber o que fazer ou para onde deviam ir. O que se faz nessas circunstâncias?

Na teoria a resposta seria muito, muito simples: Você não sabe o que fazer? NÃO FAÇA NADA! Não sabe para onde deve ir? NÃO VÁ PARA LUGAR ALGUM! Levou um soco na barriga? Antes de fazer qualquer coisa, primeiro recupere o fôlego, normalize a respiração e espere o raciocínio clarear! Simples, não é?

Na prática, porém, quando não sabemos o que fazer parece que é quando mais queremos fazer! Quando não sabemos para onde ir, parece que surge uma lista enorme de alternativas! Não é assim?

Pedro não sabia o que fazer e nem para onde ir. Então ele tomou uma decisão: voltou para a antiga vida de pescador. Voltou para a antiga ocupação. Voltou a fazer o que fazia ANTES de conhecer o Senhor Jesus. Voltou para aquela situação onde tinha o controle e onde sabia o que fazer!

Diante de circunstâncias adversas e momentos de perplexidade, é muito comum as pessoas retornarem à sua velha "Zona de Conforto". Voltam para a antiga vida. Voltam para os antigos hábitos. Voltam para os antigos costumes.

Como Pedro, muitas vezes nós voltamos para a antiga vida e ainda levamos todo um grupo de pessoas junto conosco! Vários discípulos decidiram acompanhá-lo, embora nem fossem pescadores! Não sabiam para onde ir e por isso acompanharam o primeiro que tomou iniciativa de fazer algo! Acompanharam o primeiro que apontou uma direção!

Diante da perplexidade causada pelas situações difíceis que enfrentamos, é muito fácil tomarmos decisões e assumir direções que em vez de nos aproximar dos nossos abjetivos mais elevados, só nos distanciam e nos fazem perdem tempo. Os discípulos foram pescar, mas não pegaram nada! Só perderam tempo e energias!

Pedro e os outros discípulos já sabiam que o Senhor Jesus estava vivo! Só não aguentaram esperar! A melhor coisa a fazer nos momentos de perplexidade é ESPERAR. Não retroceda! Não abra mão de tudo o que conquistou para retornar à antiga "Zona de Conforto"! Não siga a primeira pessoa que aponta uma direção só porque não tem outra alternativa! Não perca a fé e a esperança! Lembre que depois de uma noite perdida na pescaria, ao amanhecer Jesus foi ao encontro deles (como tinha prometido) e ajudou-os a retomar o caminho!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

AS ÁGUAS AMARGAS

"Moisés conduziu Israel desde o Mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água. Então chegaram a Mara, mas não puderam beber das águas de lá porque eram amargas..."
(Êxodo 15.22-27)


Todos nós estamos sujeitos a encontrar "ÁGUAS AMARGAS" em nossa jornada. As ÁGUAS AMARGAS podem ser adversidades, desemprego, problemas de saúde, perdas de entes queridos, problemas com filhos, problemas conjugais, crise financeira etc, etc, etc... Muitas vezes a ÁGUA AMARGA chega justamente depois de "três dias de caminhada pelo deserto" sem encontrar água nenhuma, quando já estamos com as forças debilitadas ou até exauridas... O que podemos aprender no texto de Êxodo, quando enfrentamos as ÁGUAS AMARGAS?

"O povo começou a reclamar...". Quando chegamos às ÁGUAS AMARGAS, é muito comum começarmos a reclamar e a murmurar. Achamos que a gravidade da situação nos dá um certo "direito" de expressar verbalmente a nossa frustração, nossa dor interior e nosso desapontamento. Logo, porém, nos damos conta que reclamar, xingar ou murmurar não resolve. Só o que conseguimos é ferir e ofender as pessoas que estão em volta e assim agravar ainda mais uma situação já bastante complicada!

"Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanças e os colocou à prova" (v. 25). Situações adversas, por mais difíceis que sejam, NÃO nos isentam de obedecer aos mandamentos de Deus, além de poderem ter sido permitidas pelo próprio Deus para nos testar (veja Dt 8.2,3). Mesmo assim, parece que este é o nosso sentimento diante das ÁGUAS AMARGAS! Deus lembra o povo que a ÁGUA AMARGA não lhes dava o direito de se desviar dos seus caminhos! Deus mostra ao povo que o problema da ÁGUA AMARGA é fácil de resolver (veja v. 25). Entretanto, a amargura no coração do povo, a murmuração e a rebelião contra Deus e contra Moisés não era tão simples de resolver: foram necessários QUARENTA ANOS!

"Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras e acamparam junto àquelas águas" (v. 27). O povo seguiu viagem. Quando enfrentamos ÁGUAS AMARGAS, nossa tendência é "acampar" e ficar ali lamentando e reclamando. O segredo é SEGUIR ADIANTE! Lá na frente tem água em abundância nos esperando.

Resumindo, quando enfrentamos ÁGUAS AMARGAS, devemos lembrar de TRÊS lições fundamentais:

1. Pare de reclamar, de amaldiçoar e de murmurar. A gravidade da situação que você enfrenta não lhe dá o direito de falar sem pensar e nem de agredir verbalmente outras pessoas!

2. Continue obedecendo aos princípios e mandamentos de Deus! A gravidade da situação não nos isenta da obediência! Não deixe a amargura da situação contaminar o seu coração! Mantenha o seu coração puro diante de Deus!

3. Continue andando! Siga em frente! Não acampe ao lado das ÁGUAS AMARGAS! Não desanime da caminhada! Por mais amarga que seja a situação, lembre que logo adiante há um grande livramento de Deus para você! A Deus seja toda a glória!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

HORA DE SEGUIR EM FRENTE!

"O Senhor, o nosso Deus, disse-nos em Horebe: 'Vocês já ficaram bastante tempo nesta montanha. Levantem acampamento e avancem para a serra dos amorreus'..." Deuteronômio 1.6,7

Depois da saída do Egito no Êxodo, o povo de Israel atravessou o Mar Vermelho e depois de algum tempo chegou à Península do Sinai, ou ao Monte Horebe. Ali permaneceram parados durante cerca de dois anos. Foi nesse período que Moisés recebeu os Dez Mandamentos. No Monte Sinai eles construíram o Tabernáculo e a Arca da Aliança, organizaram o culto a Deus e o ofício sacerdotal. As tribos foram organizadas ao redor do Tabernáculo, cada uma com sua liderança definida e seus estandartes. Enfim, foi durante o período no Sinai que Israel se organizou como nação, como povo de Deus. Havia ordem e organização. Não havia inimigos ao redor e nem ameaças. As coisas estavam todas em seu devido lugar, tudo funcionando como um relógio!

Um belo dia chegou a ordem divina: "HORA DE SEGUIR ADIANTE!". Hora de avançar! Hora de prosseguir! Quando finalmente tudo está organizado, cada coisa está em seu devido lugar, quando tudo funciona e finalmente respiramos aliviados, vem a ordem de seguir adiante!

ZONA DE CONFORTO

Depois de muito esforço, luta e sacrifícios, nós conseguimos criar à nossa volta um ambiente de tranquilidade e segurança. Criamos uma rotina que nos transmite paz, segurança e estabilidade. Ali nós temos o controle. Não há imprevistos. Temos respostas e soluções para todas as situações! Não há sustos. É o que chamamos de "ZONA DE CONFORTO", de onde nunca é fácil sair. Fora da ZONA DE CONFORTO só o que existe é o desconhecido, como sempre muito assustador e cheio de incertezas. Tudo parece uma questão de lógica e de bom senso: "Por que sair, se aqui tenho tudo o que preciso? Por que correr riscos desnecessários? Por que trocar o certo pelo incerto? Por que mexer em time que está vencendo?".

É verdade: Dentro da Zona de Conforto estamos seguros. É verdade: Fora da Zona de Conforto só existe o desconhecido com suas incertezas e dúvidas! Então, por que o PRÓPRIO DEUS tira o seu povo da segurança do Sinai e ordena que sigam na direção dos amorreus? Por que o próprio Deus nos tira da nossa rotina confortável e segura e nos impele na direção do desconhecido desconfortável e assustador?


Bem, parece que há outras verdades envolvidas na questão! A ZONA DE CONFORTO nos protege, mas ao mesmo tempo nos LIMITA! O preço que pagamos pelo conforto e segurança é a MEDIOCRIDADE e a ESTAGNAÇÃO!

O desconhecido fora da Zona de Conforto nos assusta e intimida, mas ao mesmo tempo nos chama para o CRESCIMENTO. O desconhecido é o caminho que temos que trilhar até a Terra Prometida, nossa missão, nosso propósito de vida e nosso objetivo final!

Ao chegar em Macaé  fui trabalhar na Clínica Terapêutica Shalon and Life (para Dependentes Químicos). Ali aprendi muito sobre DQ e conheci pessoas competentes e comprometidas com o processo de recuperação de dependentes químicos. Ali minha fé foi testada! Ali minha serenidade (e minha sanidade!) foi colocada à prova! Na CTSAL mais uma vez constatei o que já sabia: Pessoas que sorriem para nós e nos dão tapinhas no ombro SEMPRE nos oferecem ENCORAJAMENTO, mas NEM SEMPRE promovem em nós CRESCIMENTO e AMADURECIMENTO! Nosso crescimento e amadurecimento (em qualquer área que seja) em geral fica por conta daquelas pessoas que parecem mais duras e antipáticas, que nos repreendem a toda hora, nos humilham e nos constrangem! São aquelas pessoas que riscamos da nossa lista de convidados nas nossas festas e celebrações, mas são também as mais usadas por Deus para nos fazer crescer e amadurecer!

Ao começar a trabalhar na CTSAL eu tinha planos bem definidos. Queria fazer cursos, conseguir a credencial de Conselheiro Holístico e ter uma carreira promissora na área de Dependência Química! Tudo estava caminhando bem. Já estava tendo oportunidades de ministrar algumas das minhas próprias palestras aos residentes, com resultados muito positivos...

Aí veio o sentimento e a convicção no coração: "Hora de seguir adiante! É tempo de sair da Zona de Conforto e enfrentar o desconhecido, com seus riscos, seus desafios e suas promessas de crescimento!". E aqui estou, engrossando as estatísticas de desemprego no Brasil, mas com a mente repleta de idéias e o coração pulsando de expectativa pelo que Deus vai fazer!

O livro Hagar está sendo revisado por profissionais experientes e competentes da Editora Danprewan (RJ). Eles fazem alterações, anotações e oferecem ao autor sugestões que tornam o texto mais claro e mais rico. Agora eu preciso sentar, compreender o que deve ser feito e... fazer! Esse é o meu "amorreu", o inimigo imediato que precisa ser enfrentado e vencido!

Mirian e eu estamos firmes na produção de Iogurte Keffir e pasta de amendoim (deliciosa!). Temos planos para produzir também pão integral e sucos D-Tox. Estamos preparando o caminho para a divulgação e venda do livro Hagar nas igrejas evangélicas de Macaé, Serra e cidades vizinhas, se der, ainda neste ano. Estamos preparando seminários sobre Educação Infantil (como todos sabem, Mírian é Pedagoga), Liderança Cristã, Crescimento da Igreja, Visão Panorâmica da Bíblia entre outros. Estamos orando para criar uma agenda de atividades nas igrejas locais onde poderemos ministrar a Palavra de Deus e oferecer nossos produtos! Precisamos do apoio e orações de nossos amigos e colaboradores!

Pense um pouco em sua própria vida. Ore a respeito. Qual é a sua Zona de Conforto? Não é tempo de sair dela e seguir adiante?







segunda-feira, 24 de agosto de 2015

HÁ COISAS QUE O SENHOR JESUS FAZ...
E HÁ COISAS QUE O SENHOR JESUS NÃO FAZ!

"Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. 'Tirem a pedra!' disse ele... O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho... Disse-lhes Jesus: 'Tirem as faixas dele e deixem-no ir!'" (João 11.38-44)

Este foi o tema de nossa pregação de ontem na Igreja Terra do Avivamento, do Apóstolo Cristiano Ribeiro. O Senhor Jesus transforma meros expectadores em protagonistas!

Na conhecida passagem bíblica que relata o episódio da ressurreição de Lázaro, vemos que Jesus proferiu a ordem, a palavra de ressurreição! "Lázaro, venha para fora!" (v. 43). Jesus poderia ter feito tudo sozinho! Ele poderia remover a pedra que obstruía a entrada do sepulcro. Poderia fazer isso de forma miraculosa e espetacular. Poderia ter feito aquela pedra enorme sair voando, ou simplesmente desaparecer. O impacto sobre os expectadores seria ainda maior! Talvez no futuro as pessoas comentariam mais sobre a "pedra voadora" do que sobre o "morto ressuscitado"!... Jesus poderia ter se aproximado do seu querido amigo Lázaro e tê-lo livrado daquelas ataduras e faixas que o impediam de andar livremente.

Só que Jesus NÃO retirou a pedra da entrada do sepulcro. Ele ordenou que alguns dos presentes ali fizessem isso. Da mesma maneira, ele NÃO ajudou Lázaro a dar aqueles primeiros passos para fora do sepulcro e nem retirou as faixas que o atrapalhavam. Ordenou às pessoas que estavam mais próximas que fizessem isso! A lição aqui é clara como cristal: SEGUIR A JESUS CRISTO IMPLICA EM PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO!

"Tirem a pedra!". Para que a palavra de vida chegasse até Lázaro, uma pedra teve de ser removida. Da mesma maneira, para que a palavra de vida chegue às pessoas que estão a nossa volta, nossos amigos e familiares que ainda não tiveram um encontro transformador e regenerador com o Senhor Jesus, precisamos estar dispostos a desobstruir o caminho delas, por meio de nosso testemunho cristão, nossas palavras e atitudes. Não podemos obrigar as pessoas a  aceitar a Palavra de Vida Eterna! O que podemos e devemos fazer é construir diante delas um ambiente favorável, um caminho pavimentado e desobstruído até Cristo.

Muitas vezes, porém, em vez de "tirar a pedra" do caminho, nós colocamos mais pedras! Muitas pessoas se recusam a procurar uma igreja evangélica por causa das coisas que observam em seus amigos e parentes evangélicos! Críticas, comentários negativos e depreciativos que fazemos sobre a nossa própria igreja e nossos líderes vão dificultando o caminho das pessoas que estão à nossa volta até Deus!

"Tirem as faixas dele e deixem-no ir!". Depois que recebeu a palavra de vida, Lázaro ainda vestia os trajes de morte que atrapalhavam seus movimentos e o impediam de caminhar livremente. Jesus ordenou que aqueles que estavam perto o ajudassem. Da mesma maneira, há muitas pessoas à nossa volta que já entregaram sinceramente o coração a Jesus, receberam a Palavra de Vida Eterna, mas ainda se encontram "enroladas" num emaranhado que mal conseguem caminhar! Cabe a nós ajudá-las!

Há coisas que Jesus faz... Há coisas que Jesus NÃO faz! Ele pode fazer, mas prefere oferecer a nós a oportunidade de nos envolver e participar. A ressurreição de Lázaro causou grande impacto sobre muitas pessoas (veja João 11.45,46). Imagine então o impacto sobre aquelas pessoas que ajudaram a remover a pedra da entrada do sepulcro! Imagine o impacto sobre aqueles que se aproximaram de Lázaro, tocaram nele, falaram com ele e o ajudaram a remover os trajes de morte! Seguir a Jesus Cristo efetivamente implica em envolvimento e participação!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SUSTENTABILIDADE

"Termine primeiro o seu trabalho a céu aberto; deixe pronta a sua lavoura. Depois constitua família!" Provérbios 24.27

Muda de Maracujá
Este texto traz muitas lições sobre casamento e planejamento familiar. A orientação é clara e simples: "ANTES DE CONSTITUIR UMA FAMÍLIA, PROVIDENCIE E GARANTA SEUS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA!". Podemos abordar essas questões em outro artigo direcionado à família.

Aqui queremos falar sobre o princípio da SUSTENTABILIDADE! Muitos projetos e empreendimentos começam motivados por ótimas idéias e têm tudo para dar certo. Vão bem durante algum tempo mas depois começam a faltar os recursos necessários. E aí são interrompidos e desativados! Por isso o meio empresarial hoje em dia enfatiza tanto a visão dos projetos sustentáveis, cujo planejamento deve incluir as fontes dos recursos nos dias futuros.

A SUSTENTABILIDADE responde a uma pergunta simples: "Como será amanhã?". Sem a visão de SUSTENTABILIDADE, esgotamos os recursos para solucionar os problemas atuais e alcançar objetivos imediatos, sem levar em conta o impacto que as ações de hoje terão no futuro. Por exemplo, é como alguém queimar as cadeiras de madeira para não passar frio hoje sem pensar onde irá se sentar amanhã. A falta de SUSTENTABILIDADE é muito comum em nossas igrejas. Eis o exemplo clássico: A Igreja inicia um projeto: distribuição de sopa para os moradores de rua no centro. O transporte da sopa e dos voluntários até o local fica a cargo de um irmão que tem uma Kombi e está desempregado. Dois ou três meses depois, o irmão desempregado arranja um emprego (resposta de oração!) e não tem mais disponibilidade de tempo. Os voluntários partem para outro projeto. As panelas e outros utensílios são empilhados na salinha dos fundos (que já está repleta de equipamentos de outros projetos). O irmão dono da Kombi avisou: "Vou transportar a sopa e os voluntários enquanto estiver desempregado!...". Só que ninguém se preocupou... Faltou SUSTENTABILIDADE!

Iogurte Keffir
Mírian e eu temos orado para que a CASA DE DAVI seja um projeto sustentável. Estamos nos esforçando para, dirigidos por Deus, estabelecer as bases de sustentação financeira para os projetos futuros que serão implantados!

Nossos projetos incluem uma horta orgânica com alface, couve, almeirão, cebolinha, tomate, beterraba etc. Os produtos serão usados para o preparo de saladas e outras receitas culinárias saudáveis e saborosas. Já estamos produzindo iogurte grego (Keffir) que será usado com sabores de frutas e também em receitas para temperos de salada.

E.M. Microorganismos Efetivos
Nossa horta orgânica é tratada com fertilizantes à base de E.M. - Effective Microorganisms (Microorganismos Efetivos), um fertilizante 100% natural!

Publicação e venda de livros, seminários e cursos de treinamento são algumas das idéias que temos no coração para a manutenção dos projetos sociais da CASA DE DAVI. À medida que as idéias forem sendo implantadas, vamos compartilhando aqui, sempre com uma lição e uma aplicação prática para a vida dos nossos amigos e cooperadores!

Nosso momento na CASA DE DAVI é de ouvir a voz de Deus e estabelecer bases de SUSTENTABILIDADE. Tudo é experimental, ao longo do tempo vamos filtrando aquilo que dá melhores resultados, descartando o que é inviável, implementando o que é viável e adquirindo experiência no processo.

O bom planejamento deve sempre incluir a pergunta: "Como será amanhã?". E a resposta a esta pergunta é a visão da SUSTENTABILIDADE!






quarta-feira, 12 de agosto de 2015

SERENIDADE


"[Jesus] se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: 'Acalme-se!'. O vento se aquietou, e fez-se completa bonança" (Marcos 4.39)


No ambiente das comunidades e clínicas terapêuticas para Dependentes Químicos é muito comum se ouvir o termo SERENIDADE. Há inclusive uma oração que diz: "Deus, conceda-me SERENIDADE para aceitar as coisas que não posso modificar, CORAGEM para modificar aquelas que eu posso e SABEDORIA para reconhecer a diferença". Será que esta oração aplica-se apenas a Dependentes Químicos? Hum...

A Bíblia fala sobre SERENIDADE. A conhecida passagem onde Jesus acalma a tempestade (Marcos 4.35-41) é um excelente exemplo: Jesus e seus discípulos enfrentaram uma terrível tempestade enquanto atravessavam de barco o Mar da Galiléia. Os discípulos se assustaram e entraram em pânico; Jesus, por sua vez, dormia tranquilamente. Apavorados, os discípulos o despertaram. Jesus se levantou, deu uma ordem e imediatamente o mar se acalmou e o vento cessou! Qual foi a diferença entre a atitude de Jesus e dos discípulos?

Podemos definir SERENIDADE como "Ordem Interior". Pessoas serenas são aquelas que conseguem manter o seu interior em ordem mesmo quando enfrentam desordem à sua volta! O nosso ser interior está ordenado quando há ordem em pelo menos TRÊS áreas fundamentais:

PENSAMENTOS ORDENADOS. Os discípulos entraram em pânico porque começaram a pensar: "Somos impotentes diante desta tempestade! O nosso Mestre está dormindo porque não se importa com o que acontece conosco! Vamos morrer aqui!". Já percebeu quantas decisões equivocadas nós tomamos e depois nos justificamos dizendo "não consegui pensar direito..."? Quando enfrentamos tempestades e ventos fortes, antes de tomar qualquer decisão precisamos primeiro ordenar os pensamentos! Quando nossos pesamentos estão em desordem, geralmente fazemos escolhas e tomamos decisões precipitadas das quais mais tarde nos arrependemos! 

SENTIMENTOS ORDENADOS. Os discípulos ficaram assustados com a tempestade e à medida que a tempestade e o vento se intensificavam, o medo e o pânico aumentavam, até que se tornaram incontroláveis! A tempestade não era mais exterior! Surgiu uma tempestade dentro deles e esta se tornou mais forte do que a outra! Muitas vezes o ruído do vento e a agitação do mar dentro de nós são tão fortes que não conseguimos ouvir nossos próprios pensamentos!

DESEJOS ORDENADOS. O medo, a angústia, o desespero e a ansiedade são forças tão poderosas que assumem o controle dos desejos e da vontade. Só conseguimos fazer aquilo que eles determinam. Só o que os discípulos conseguiam pensar, os únicos desejos que clamavam dentro deles eram: "Eu quero sair daqui! Eu não quero morrer!". Muitas vezes nosso interior está tão agitado e tempestuoso que encontramos enorme dificuldade em responder uma pergunta simples como "o que você quer?". Satisfazer desejos descontrolados ou desordenados geralmente traz conseqüências terríveis à nossa vida!

Jesus dormia tranquilamente no meio da tempestade porque no seu caso, só o que estava agitado era o mar e o vento. O seu interior estava em paz! Seus pensamentos estavam ordenados. Mesmo no meio da tempestade, Ele sabia exatamente quem era e qual era o seu propósito na vida! Ele sabia qual era a sua missão e sabia que ela ainda não estava concluída!

Jesus foi capaz acalmar o mar revolto e o vento porque o seu interior estava em ordem! Não podemos esperar promover a ordem ao nosso redor quando o nosso interior está uma desordem!

Assim, buscar a SERENIDADE deve ser um processo de ordenar os pensamentos, ordenar as emoções ou os sentimentos e ordenar nossos desejos. Quando conseguimos fazer isso, como Jesus, seremos capazes de dormir em meio às mais violentas tempestades e seremos capazes de restabelecer a ordem à nossa volta!

sábado, 8 de agosto de 2015

FELIZ DIA DOS PAIS!

Quero parabenizar aqui todos os PAIS que entendem seu papel na estrutura familiar e o cumprem com responsabilidade e dedicação! O papel do PAI é muito semelhante ao do Juiz numa partida de futebol: ele é responsável por manter a disciplina, a ordem, evitar os exageros e garantir que as regras sejam cumpridas. E deve fazer tudo isso com o mínimo de interferência, procurando aparecer o mínimo possível... No final do jogo, ele sai de cena discretamente para que os outros recebam os aplausos e os troféus!

A Bíblia apresenta muitos exemplos de pais, alguns bons e inspiradores, outros ruins e pouco inspiradores. Quero dedicar aqui o exemplo bom e inspirador de um homem chamado Manoá (veja Juízes 13.1-15). O anjo do Senhor apareceu à sua esposa e disse que ela teria um filho. 

Ao saber do ocorrido, Manoá orou: "Senhor, eu te imploro que o homem de Deus que enviaste volte para nos instruir sobre o que fazer com o menino que vai nascer!" (v. 8).

Manoá pediu o retorno do anjo! Ele não se acomodou na experiência da esposa! Ele queria ter a sua própria experiência! Queria ouvir, ele próprio, a mensagem de Deus! Infelizmente, muitos homens se acomodam na experiência da esposa com Deus, deixando sobre ela toda a carga espiritual da família! Hum... Vamos aprender com Manoá!

Manoá queria instruções sobre COMO devia criar o filho! Ele perguntou: "Como devemos criar o menino?" (v. 12). A Bíblia tem todas as instruções para que os pais criem os filhos na disciplina e nos caminhos do Senhor! A fé é pessoal. Quando crescidos, os filhos decidem por si mesmos se querem ou não seguir a Deus. Na infância, porém, precisam ser ensinados pelos pais! Manoá reconheceu que NÃO sabia o que fazer. Reconheceu que precisava de ajuda e de instruções!

Parabéns a todos os Papais! Que Deus abençoe cada um e que possamos ser como Manoá, buscando a ajuda de Deus para direcionarmos nossos filhos (netos e bisnetos!) nos caminhos da Verdade e da justiça!



sexta-feira, 31 de julho de 2015

CASA DE DAVI


"O que é a CASA DE DAVI?". Algumas pessoas já nos fizeram esta pergunta... A melhor forma de explicar o que é a Casa de Davi é começar falando sobre o que NÃO É a CASA DE DAVI:


A CASA DE DAVI NÃO É uma nova igreja ou congregação. Mírian e eu cremos que quando cada igreja local já estabelecida entender seu papel no mundo e na comunidade onde está inserida, perceberemos que o problema da Sociedade NÃO É falta de Igrejas!

Em sua visita a Israel em 2013, Mírian visitou a Torre de Oração para Todas as Nações, no Monte das Oliveiras, perto de Jerusalém. Trata-se de um local onde cristãos do mundo todo se reúnem para adorar a Deus, interceder pelas nações e ter comunhão uns com os outros, independente de idioma ou filiação denominacional!

Mírian voltou para o Brasil trazendo no coração a semente da Casa de Davi: Um local onde cristãos pudessem se reunir para adoração, intercessão, comunhão e serviço ao próximo! E aqui estamos. Na tranquila região serrana de Macaé, entre cachoeiras, montanhas e pastos verdejantes, a cada dia a semente está germinando e criando raízes!

Essencialmente a CASA DE DAVI é um lugar para se ouvir a voz de Deus. Longe do ruído ensurdecedor e das tantas vozes que marcam  a vida urbana ordinária (e que muitas vezes marcam também nossos ajuntamentos evangélicos), podemos sossegar a nossa mente e nossas emoções e ouvir o que Deus tem a nos dizer!

CASA DE DAVI: LUGAR DE (GENUÍNA) ADORAÇÃO! Em termos simples, "adorar" significa parar e contemplar. Diferente do simples "olhar" (que pode ser apenas um vislumbre ou relance), "contemplar" significa "olhar com atenção e admiração, percebendo os mínimos detalhes". Em nossos ajuntamentos cristãos nós damos muita ênfase aos ritmos envolventes, à movimentação frenética e à catarse emocional e esquecemos de verdadeiramente contemplar e exaltar a Natureza e o Caráter de Deus. As letras de muitos dos nossos cânticos não passam nem perto do refrão tão repetido nas páginas do Antigo Testamento: "Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre"... Como disse um autor, "nós não adoramos a Deus... Nós adoramos a adoração!...". Na CASA DE DAVI nós somos desafiados a parar, aquietar nossos pensamentos e emoções e contemplar o Senhor em toda a Sua grandeza! Talvez o resultado não será muito empolgante aos nossos ouvidos acostumados com sons frenéticos e ensurdecedores, mas nos aproximaremos da genuína adoração!

CASA DE DAVI: LUGAR DE INTERCESSÃO! "Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram" (Rm 12.15). Como Isaías, quando verdadeiramente nos aquietamos e contemplamos a glória e a santidade de Deus, percebemos também aquilo que pesa em seu coração (Is 6.1-9). Isaías contemplou a santidade de Deus e imediatamente se deu conta de sua própria situação: "Sou um homem impuro e necessito de redenção!". Ao mesmo tempo, ele se dá conta de que NÃO está sozinho: "Eu habito no meio de um povo que TAMBÉM necessita de redenção!". Esta é a essência da INTERCESSÃO: O reconhecimento, a constatação de que há multidões e multidões necessitando de redenção. A intercessão genuína é fruto da adoração genuína. Quando a adoração NÃO gera intercessão, há algo errado e a adoração se torna um fim em si mesma. Sem perceber, adoramos a adoração.. Assim, não há como a CASA DE DAVI ser um lugar de ADORAÇÃO sem ser também um lugar de INTERCESSÃO!

CASA DE DAVI: LUGAR DE SERVIÇO! Lembrando novamente do exemplo de Isaías, o resultado inevitável da adoração e da intercessão é: "Então ouvi a voz do Senhor..." (Is 6.8). Quando paramos para ouvir (genuinamente) a voz de Deus, ouvimos também o seu chamado para o serviço: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" (Is 6.8). Nosso desafio atual é registrar a CASA DE DAVI como Associação a fim de desenvolvermos projetos sociais com crianças, adolescentes e jovens, adultos e idosos. Outra frente na qual desejamos atuar é em apoio às igrejas locais com treinamento e organização de eventos evangelísticos e sociais. Palestras, seminários e cursos de treinamento serão disponibilizados para as igrejas e grupos interessados! Já temos palestras e seminários prontos e disponíveis, com temas que vão desde educação infantil, vida familiar e conjugal, Crescimento da Igreja, Liderança, Ministério Urbano, entre outros!
OUVIR E OBEDECER

"Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração  como foi na provocação, no dia da tentação no deserto" (Hb 3.7,8)

Resumidamente, a ordem de Deus neste versículo é: "Eu vou falar, vocês vão ouvir e vão obedecer!". Uma regra simples, clara e direta.

Convivendo com casais amigos com filhos pequenos (2 a 5 anos), observamos algo comum e curioso. Os filhos não têm o hábito de "ouvir" o que os pais dizem! Os pais se dirigem às crianças, seja dando uma ordem ("não pegue!", "tire a mão!", "não entre aí!", etc.) ou apenas fazendo um comentário (tipo "cuidado para não cair!", "cuidado com a escada!" etc.) e os filhos simplesmente ignoram e continuam fazendo o que estavam fazendo!


A voz de comando se perde e, obviamente, não há nenhum tipo de retorno por parte da criança. De todos os problemas que envolvem a educação de filhos pequenos, este é um dos mais graves! As causas para este estado de coisas podem ser variadas, mas vamos tentar destacar aqui as mais recorrentes:

Ambiente prolixo: "Prolixidade" significa excesso de palavras, de falas. A criança acostuma a brincar e fazer suas coisas ao som das vozes dos adultos. O tempo todo!... Quando uma ordem é dada, ela se perde no meio do emaranhado da prolixidade reinante! Muitas vezes a criança, principalmente os meninos, nem percebe que AGORA é com ela!

Ambiente de indefinição: Pais incoerentes que a todo momento mudam as regras de acordo com seu estado de humor acabam criando uma confusão na mente da criança e esta deixa de tentar entender e simplesmente ignora as ordens.

Ambiente de pouca firmeza: Os pais dão uma ordem e logo depois esquecem e retomam suas atividades sem supervisionar se a ordem foi obedecida ou não. O resultado é que a criança passa a ficar bem quietinha, fingindo que não ouviu, esperando o papai ou a mamãe se ocupar com outra coisa ou outra pessoa!

Ambiente de "jogo de poder" ou "queda de braço": Os pais falam, as crianças teimam e começa o "vamos-ver-quem-pode-mais"... Em geral, infelizmente os pais desistem e abrem mão da obediência da criança, sem perceber que estão abrindo mão também (e principalmente!) da própria autoridade. Os pais dizem: "Não pega! Não pega!" enquanto a criança finge que não ouve e estende a mão para pegar. Percebendo que serão derrotados na "queda de braço", os pais então dizem: "Está bem, pode pegar. Mas pega SÓ um!!". E a criança, triunfante, pega dois!!

À medida que os filhos crescem e se desenvolvem, as coisas podem e devem mudar. Muitas regras precisam ser reavaliadas. Alguns limites precisam ser negociados. Alguns conceitos precisam ser revistos. Uma regra, porém, deve permanecer absoluta e inalterada: "Quando ouvirem a minha voz, não ignorem! Obedeçam!"

Pais, não deem ordens às crianças enquanto elas se movimentam. Não permitam que a criança dê as costas e continue suas atividades. Peça à criança que pare. Coloque-se no nível dela. Olhe nos olhos dela e dê a voz de comando com calma e clareza. Peça um retorno: "Você me entendeu? O que o papai/mamãe mandou você fazer?". É um processo lento e cansativo, mas os filhos aprenderão acima de tudo a NÃO ignorar a voz de autoridade!

No próximo artigo, vamos abordar mais alguns aspectos importantes sobre esta questão. Por enquanto fica aqui o alerta aos pais: (1) Evitem a prolixidade (falar demasiadamente); (2) sejam coerentes com as regras (se agora é errado, amanhã também deve ser errado); (3) sejam firmes na aplicação das regras (que devem ser estabelecidas com cautela); (4) não tenham receio de exercer a autoridade de pais!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

"A NATUREZA NÃO DÁ SALTOS!"

Tudo na Natureza se baseia em processos, em desenvolvimentos. Passo a passo. Etapa por etapa. Por isso a Natureza é perfeita e funcional! Os processos são longos e demorados, mas os resultados são perfeitos e duradouros!

A foto ao lado mostra pequenas mudas de maracujá, desenvolvidas na Casa de Davi. Temos também tomate, cebolinha, salsa e projetos para o desenvolvimento de mudas de outras frutas.

Grandes árvores começam com uma pequena semente lançada na terra e recebendo os cuidados necessários. Grandes projetos começam com um pequeno passo!

"A Natureza não dá saltos!". Ouvi esta frase numa palestra do Coordenador Terapêutico Carlos Magno na Clínica Terapêutica Shalon and Life, onde trabalho. Trata-se de uma verdade profunda, inquestionável e com total respaldo na Palavra de Deus. Na Natureza, assim como no Reino de Deus (repetidamente ilustrado pelo Senhor Jesus com elementos da Natureza!), nada acontece aos saltos. Tudo segue um caminho. Tudo segue um desenvolvimento progressivo.

Hoje vivemos na era da computação, onde para tudo há um atalho, uma tecla CTRl+ALT. Isso nos torna imediatistas e impacientes. Tudo tem de ser rápido e imediato. A vida, porém, não é assim! O segredo do sucesso, da realização e da própria felicidade é aceitar os processos, por mais lentos e demorados que sejam!

Estamos aprendendo isso na Casa de Davi. A cada dia vamos dando pequenos passos que vão nos conduzindo lentamente aos nossos objetivos. O Jardim de Oração da Mírian vai tomando forma, a cada dia mais lindo, diversificado e colorido. As sementes vão germinando, lançando suas folhas e firmando suas raízes! Sem pressa, sem teclas CTRL+ALT. Apenas trabalho duro e perseverança! O verdadeiro crescimento e a verdadeira maturidade cristã se desenvolvem dentro de processos orientados por Deus!