O apóstolo Paulo tinha acabado de escapar de uma tempestade que durou 14 dias seguidos. O navio em que ele viajava ficou praticamente destruído. Ao chegar à terra firme, uma cobra venenosa mordeu sua mão! Foi o quanto bastou para que os expectadores começassem a tirar suas conclusões!
Os habitantes da ilha de Malta achavam que Paulo estava em débito com Deus. Quando coisas ruins acontecem seguidamente conosco, as pessoas começam a nos olhar de forma estranha, com aquele ar de "hum... sei não...". E isso nos afeta profundamente, trazendo um sentimento de fracasso, de abandono e de dívidas não quitadas.
Como lidamos com esse tipo de situação? Como reagimos e, mais importante, como nos sentimos quando as adversidades insistem em bater à nossa porta? Que comentários nós ouvimos? Vamos aprender com o apóstolo Paulo como devemos lidar com adversidades repetidas:
1. Não se deixe influenciar pelas opiniões de quem está em volta, mesmo que sejam maioria. Lembre-se que a voz do povo NÃO é a voz de Deus! Ouça as pessoas que estão em volta e considere suas opiniões (veja Pv 12.15; 13.10; 15.22). Mas não fundamente nelas as decisões que deve tomar, nem permita que afetem suas emoções!
2. Interprete as circunstâncias à luz da Palavra de Deus e das promessas dele para sua vida. Deus tinha falado a Paulo que ele ia chegar até Roma (veja At 23.11). Deus prometeu a Paulo que ninguém morreria durante aquela viagem (veja At 27.24,25). Quando enfrentamos adversidades seguidas e as interpretamos à luz dos nossos sentimentos ou à luz das opiniões alheias, perdemos as esperanças e até nos desesperamos. Entretanto, quando interpretamos as circunstâncias à luz das promessas de Deus, nos fortalecemos e temos a coragem necessária para seguir adiante!
3. Tenha um senso de propósito. Paulo tinha uma missão e esta missão estava inacabada. Ele sabia que devia chegar a Roma, comparecer diante do imperador e dar seu testemunho como fez diante dos governadores romanos e do rei Agripa. Esse senso de propósito o ajudou a tranquilizar o coração e a não se desesperar diante da sequência de adversidades!
4. Continue sendo um agente abençoador. Depois de um naufrágio e depois da picada de uma cobra venenosa, Paulo ainda teve disposição de orar por um homem enfermo que necessitava de cura. Muitas vezes as adversidades, principalmente quando são constantes e repetidas, nos privam da capacidade de qualquer ato de bondade ou de generosidade. Depois de olhar nosso saldo negativo no Banco ou depois de receber um diagnóstico positivo de alguma enfermidade, não temos muita disposição para estender a mão a alguém em necessidade. As adversidades nos tornam egoístas. Mesmo ao enfrentar tempestades e naufrágios, Paulo manteve os olhos e o coração abertos para as necessidades das outras pessoas. Mesmo preso num calabouço, ele escreveu aos filipenses: "Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!" (Fp 4.4).
Circunstâncias adversas seguidas podem ser forte indicador de que estamos no caminho errado ou fazendo a coisa errada. Podem indicar que realmente estamos em débito com Deus. Mas não necessariamente. A tempestade, o naufrágio e a serpente serviram para muitas pessoas conhecerem o poder de Deus por meio da vida e do ministério de Paulo. Avalie a sua atual situação e pense se não é uma oportunidade para que pessoas experimentem o amor e a bondade de Deus em suas vidas!
















